segunda-feira, 31 de maio de 2010
Decepção
Freud falou que todos nós precisamos de um tempo depois de um episódio fatídico, nosso luto. É isso que espero para mim agora, o meu tempo, meu luto para poder superar você e tudo que você deixou marcado em mim. Não tenho vontade e nem vou baixar a cabeça por sua causa, eu realmente tinha razão quando disse que você me tratava diferente. Você é um puto, um verdadeiro mascarado soltando sorrisos falsos, amarelos para todos que passam por você. Você é a mais pura hipocrisia! Nossa, e eu pensei que poderia estar enganada ao seu respeito, ainda bem que me afastei na hora certa. Suas lamúrias são só fantasias da sua mente doente, você goza sentindo essas dores fantasiosas. Você foi minha maior decepção, me quebrou as pernas com suas atitudes, mas foi melhor assim, o que é bom fica marcado pra sempre e o que é ruim passa, é esquecido. E é isso que vai acontecer, você daqui a alguns dias, um ou dois meses será pó na minha vida. Aprendi que decepções como você me fazem crescer, ergo a cabeça e continuo meu rumo, coisas do seu nível me abalam mas nada como um empenho de querer superar. Deixei o meu orgulho de lado e estou plena, não sinto dor, nem angústia.. só um vazio mas este é normal, logo logo será preenchido.
domingo, 30 de maio de 2010
And now
Hoje notei um brilho diferente no seu olhar, não sei exatamente o que é mas posso dizer que mexe profundamente comigo. Nunca fui disso, de me envolver tão facilmente, parece até bobagem! E agora você solta o seu mais branco sorriso, a melhor coisa que eu posso pedir logo cedo. Tornados de emoções dentro de mim, tem horas que penso estar a beira da loucura, é insano o que você faz comigo. E agora você se aproxima como quem não quer nada, com o sorriso nos lábios e meu coração fica a mil, é quase possível escutá-lo de tão forte e rápido que ele bate. Só o que eu posso fazer é retribuir o sorriso tentando disfarçar o que eu sinto. E agora você envolve seus braços quentes no meu corpo, me aquece e me deixa impregnada com seu perfume natural. Toda vez que faz isso comigo me faz perder todo o meu controle, me deixa no meu limite de sanidade. Filho de uma mãe! E agora o seu hálito quente vai de encontro ao meu pescoço, me faz fechar os olhos ao sentir seus lábios beijando-o, sabes jogar pra ganhar. E o mínimo controle que restava em mim, sumiu, era impossível não controlar meu desejo de poder tocar-te, minhas mãos percorrem seu corpo tentando gravar tudo, cada parte sua. E agora você me olha profundamente, é possível notar um misto de desejo e promessa, me deixa completamente sem armas, sem chão. O desejo, a vontade eram tão fortes pra você quanto estava sendo pra mim, e o tempo, havia parado naquele instante ou era só impressão? E agora você roça os seus lábios nos meus numa sutileza tamanha, parei de pensar e me deixei sentir, desfrutei do momento. Minhas mãos chegaram ao teu cabelo e se enroscaram nele, era inevitável o desejo só aumentava e tudo dentro de mim gritava por cada vez mais. E agora...
sábado, 29 de maio de 2010
Loucura
Parada em frente a janela olhando a chuva cair. O céu estava multicolorido, lá fora os carros passavam com muita pressa e ninguém parecia notar aquele momento. Peguei a xícara com o café, sorvendo- o aos poucos. O jazz fazia a trilha sonora daquele dia, o frio invadiu toda a casa e me arrepiou o corpo, voltei ao café e me aqueci por mais uns minutos. A chuva continuava, o movimento dos carros era agora quase inexistente. O céu rosado começava a ficar roxo, apostaria que logo raios apareceriam e me encantariam ainda mais. Força e sutileza. O tempo realmente fechou e os raios apareceram invadindo e clareando todo o céu, o jazz era quase um sussurro de tão baixo pela sala. Aquele encanto não foi suficiente para me deixar menos ansiosa, eu precisava de um cigarro pra me acalmar. Meus olhos percorreram toda a sala e os encontrou junto aos vinis da estante, fui buscá-los e traguei sem pressa aquele cigarro. Voltei à janela, empurrei abrindo-a e pude sentir o vento em meu rosto. Traguei mais uma vez e soltei a fumaça lentamente, fazia tempo que aquela situação não acontecia, a ultima chuva que admirei assim tinha ele do meu lado, era aquecida não pelo café mas pelo corpo dele, ótima noite! Mais umas duas ou três tragadas e apaguei o cigarro, eu devia estar ficando louca mas mesmo assim deixei-me levar pelo desejo. Andei até a varanda e pude sentir a chuva batendo em mim, me molhando em meio aos raios e trovões. Que sensação de liberdade! Que vista estupenda eu tinha, pontos luminosos ao longe, acima trovões raivosos gritando e raios intensos. Sai dos meus devaneios com aquela voz, sai mesmo ou era mais um devaneio? Procurei tentando encontrar a direção da voz, e ele estava ali todo ensopado, como eu, sorrindo. Surreal, essa era a palavra adequada. Devia estar bem longe, o que havia perdido ali na minha rua olhando na minha direção e ainda mais sorrindo debilmente? Escolhas haviam sidos feitas, feridas abertas e quando começavam a cicatrizar ele voltava? Imbecil. Todos dois, imbecis. Mandá-lo ir embora ou pedir pra que subisse? Inferno, confusão, dores, choros, sorrisos, amor, paraíso. Era assim, do inferno ao paraíso e de volta ao inferno. Suba!
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