domingo, 5 de junho de 2011
Racional
Já perdi as contas de quantas vezes eu fiz planos, de quantas vezes eu investi em sonhos e de quantas vezes esses sonhos e planos naufragaram antes mesmo de sair do porto. É certo que esses sonhos podem ter sido mau sonhados e/ou preparados para os momentos, talvez eu não estivesse pronta para tantos deles, tantos que eu coloquei numa lista e depois sai riscando como quem risca uma lista de supermercado. Só que riscá-los da lista não era sinônimo de realizão e sim de frustração. Os anos vem passando e só tenho a certeza que sonhar e planejar só no papel não resolve, que idealizar momentos ainda não vividos não garante que eles se realizem, venho me dando conta de que sonhos mesmo só quando somos crianças. Eram tantos, incontáveis&irrealizáveis e ainda assim não ligava pra isso, o importante mesmo era sonhar. Hoje, sonhar e fazer planos requer muito mais do que puro e simplesmente sonhá-los, temos que correr atrás, matar um leão por dia e sem saber se eles irão realmente se concretizar. A lista que eu tinha, de sonhos e de planos, virou uma bolinha no cesto do lixo. Sem radicalismos meu caro, apenas decidi ser mais racional.
sábado, 4 de junho de 2011
Frustração
E quando eu digo que não é pra alimentarem ilusões sentimentais em mim, eu quase sempre tenho razão. É frustrante você se deixar levar pela maré dos pensamentos positivos quando na verdade você sabe que nada irá resultar dali. Vivo apanhando dessas ilusões. Quando penso que não vou mais cair, quando juro pra mim que aprendi com cada tapa, eu caio e vejo que não aprendi realmente. Por favor, é por isso que eu peço para não incentivar caralho-de-sentimento-bonitinho-nenhum em mim, já sei como sou e como eu fico depois.
domingo, 4 de julho de 2010
Flashes
Quando deitei na cama, flashes me vieram à cabeça. Flashes seus. Fui levado por meus pensamentos até uma praia onde estávamos observando o por do sol, o alaranjado dele se refletia no seu rosto e ele se misturava com a coloração rosa que estava o céu. Não tive palavras para te falar o que queria e o que estava sentindo, só consegui observar-te acompanhada do nosso por do sol. Rapidamente fui levado à uma praça, onde passamos muito tempo juntos, desfrutando do calor, do cheiro, do gosto um do outro. Bem intenso. Voltei à realidade e me vi sozinho no quarto escuro, iluminado apenas por uma pequena luz que vinha da sala. A casa não era mais aconchegante e nem calorosa, só existia meus pedaços jogados por todos os lados. Por medo eu nunca consegui te dizer o que se passava em mim, o que você fazia comigo. Medo de te perder e te perdi. A casa está do mesmo jeito que você deixou, o seu cheiro está impregnado em cada canto, cada coisa, estás em tudo. A chave continua debaixo do vaso, a porta eu nem tranco mais, só esperando a sua volta.
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